
Por Renan D. Camargo
Bem, pode ser que estejamos, neste momento da história, presenciando uma verdadeira revolução no campo artístico: IA´s com capacidades de criarem verdadeiras obras em poucos instantes. Não apenas no quesito visual, mas também na literatura e na música. A princípio, o que assusta é essa perda de nós humanos por essas coisas que sempre consideramos serem só nossas, o “fazer arte”.
A história, recente, digna de algum conto distópico, é resultado de uma competição de belas artes da Feira Estadual do Colorado, nos Estados Unidos, O vencedor, o humano Jason Allen, trouxe uma arte gerada por uma IA, o Mid Journey. Esta é uma IA que a partir de textos descritivos gera uma imagem. Alguns outros sistemas já fazem isso, como a “antigo” Crayon, e recentes apps como Dawn. Vale ressaltar que Jason ganhou na categoria artes digitais/fotografia manipulada. Mas há inúmeras questões que ficam, pois o assunto é bem recente:
O trabalho aqui é simbiótico, ou seja, homens apenas estão utilizando uma nova ferramenta, como um Photoshop diferenciado? Se sim, é uma ferramenta que só explora ideias? Há desvantagem entre humanos e IA no quesito arte? Essa arte, gerada por homens e algoritmos, é uma nova subdivisão da arte? Em um concurso, pode alguém trazer uma arte não feita de métodos tradicionais para competir de igual pra igual? Seria uma disputa justa? Se é uma nova ferramenta, então têm diferença para alguém que usa tintas tradicionais?
E você, o que acha?
Referências
https://www.midjourney.com/home/
Discord: @Midjourney Bot
Theatre d´Ópera Spatial – Jason Allen
